Arquétipos da Mitologia Nórdica

Arquétipos da Mitologia Nórdica

por Warlock Wolf

As divindades dependem da egrégora humana, mas não são mero fruto de nossa imaginação; são expressoes reais de poderosos campos de energia cósmica que tem o poder de existir e agir independentemente da vontade humana. Uma divindade deixará de existir apenas quando não houver mais nenhum ser humano que invoque sua presença ou acredite em sua existência.
O panteão nórdico era dividido em seres sobrenaturais (gigantes, elfos e anões) e divindades: Vanir e Aesir (ou Vanes e Ases).
Os gigantes – do fogo, do gelo e das montanhas – representavam as forças da Natureza em seu estado bruto. Os elfos eram considerados seres da natureza, de origem etérea, intermediários entre os homens e os deuses. Os anões (ou gnomos) personificavam as forças telúricas elementares e as habilidades mágicas e manuais.

Gigantes

  • Risi: Eram os verdadeiros gigantes, habitantes pré-históricos dos países nórdicos. Eram belos e benevolentes e podiam se casar e gerar filhos com humanos (isso explica porque os vikings eram tão grandes eheheheh)
  • Ethins: Podiam ser enormes, como Ymir ou pequenos. Não se modificavam com o passar do tempo mas acumulavam grande sabedoria. Eram neutros, podendo se aliar aos Deuses ou aos Thursar
  • Thursar: Representavam as forças brutas e inconscientes da Natureza, que lutam com os Deuses pois são antagonicos, não são maus.
As gigantas eram descritas nos mitos como lindas e atraentes mulheres, corajosas e dotadas de poderes mágicos. Em razão de conhecerem o wyrd (destino), algumas foram cultuadas com fervor mesmo depois da cristianização.
Na tradição nórdica a Terra também era feminina, sempre disputada e conquistada, outro ponto que explica a disputa e vitória entre os Deuses e Gigantes pela Terra e pelas gigantas.
Curiosidade: A giganta Goi era a padroeira do festival da purificação, no final do inverno, equivalente ao sabbat celta Imbolc.

Gigantes mais importantes:
Angrboda: Giganta amante de Loki. Gerou com ele o lobo Fenrir, a serpente do mundo Jormungand, e a deusa Hel
Gialp: Giganta morta por Thor, que lançou uma pedra em sua vagina a fim de parar a enchente do rio que precisava atravessar
Grid: Giganta que representa a ordem e da força física. Ela emprestou seu cinto mágico, luvas de ferro e bastão invencível para Thor lutar contra Geirrod.
Groa: Giganta curandeira, usava encantamentos e poções nas curas e era reverenciada pelos xamãs e curandeiros como sua padroeira.
Hel ou Hella: Recebeu de Odin o controle do mundo subterrâneo e tornou-se uma Deusa
Hindla: Feiticeira conhecida por sua sabedoria e poder profético
Jord: Filha de Nott, amante de Odin e mãe de Thor. É uma das manifestações da Mãe Terra.
Surt: Gigante do fogo, casado com Sinmara. Ambos possuem espadas flamejantes e são grandes responsáveis pelo Ragnarok. Neste, Surt mata Frey e destrói os Nove Mundos.

Elfos (Alfar, Elfen, Elves)
(pronuncia-se owl-var)
Seres etéreos, intermediários entre os humanos e as divindades.

Ljossalfar, ou elfos claros, são bonitos e graciosos, apreciam musica e dança e moram em Alfheim, que é comandado por Frey. (seriam nossos elfos e fadas). Gostam de receber mel, leite, manteiga, cristais de quartzo,  pedras brancas, essências de manjericão e pinheiro, calêndulas e violetas, poemas e canções.
Svartalfar, ou elfos escuros (também conhecemos como goblins, kobolds ou diabretes) se originaram das larvas que devoravam o cadáver de Ymir em decomposição. Tem a aparência grotesca, pele escura e baixa estatura. Moram no reino de Svartalfheim. Se refugiam em cavernas, grutas ou em câmaras funerárias pois a luz do sol pode queimá-los ou petrificá-los. São confundidos com gnomos, sempre masculinos, mostram mau-humor e malicioso.
Neste ponto é importante lembrar que na mitologia nórdica origina não existe a dualidade luz-sombra, bem-mal, céu-terra. Para os povos antigos só existiam diferentes formas de percepção e manifestação, os pólos se interagiam e se complementavam, sem conflitos ou cisões. A visão conflituosa das polaridades pertence a doutrina cristã.
Anões (Dwarfs, Zwerge)
Conhecidos como gnomos nas mitologias celta e eslava. Os anões eram seres telúricos que moravam no subterrâneo de Midgar

http://www.sunnyway.com/runes/gods.html#E

Os Alfabetos Rúnicos

Dando continuidade aos posts anteriores, sigo com os 4 principais alfabetos.

As runas eram gravadas em uma grande variedade de objetos: armas, fíbulas (tipo de broche), amuletos, ferramentas, anéis, chifres para beber, pulseiras, anéis e medalhões.

O primeiro sistema rúnico conhecido é o alfabeto Futhark (chamado Futhark Antigo), composto de 24 runas, divididas em 3 famílias de 8, chamadas AEttir. Seu nome deriva das primeiras 6 runas que o compõem e supõe-se que seu surgimento tenha ocorrido em 200 a.C.

No início do século VII surgiu um novo sistema rúnico denominado Futhark Novo, uma variação do original. Alguns símbolos desapareceram, outros surgiram; criou-se assim, um sistema escandinavo, composto de 16 runas, também divididas em 3 famílias, sendo a primeira com 6 runas e as outras duas com 5 cada. Devido ao número reduzido de runas, nesse alfabeto cada uma delas correspondia a dois ou mais sons, o que dificultou a interpretação das inscrições encontradas.

As runas também eram utilizadas no lugar dos números nos antigos calendários escandinavos, chamados clog almanaks ou runestocks, confeccionados tradicionalmente em madeira. Para possibilitar a anotação dos ciclos solares e lunares -  que exigiam 19 números – o Futhark Novo foi acrescido de mais 3 runas, com uma gama de sons também maior.

No litoral do Mar do Norte, na antiga Frísia (atual Holanda e oeste da Alemanha), havia, desde 650 d.C,um novo dialeto que modificara a pronúncia da vogal a, dando origem a três sons diferentes: a, ae, o. Para representar essa mudança fonética, duas runas novas surgiram – Os e AEsc – e a runa Ansuz passou do quarto para o vigésimo sexto lugar e foi substituída por Os. O novo alfabeto foi denominado Futhork e serviu de base para uma nova expansão.

Existem outros caracteres que foram pouco usados e quase esquecidos. Eles não pertencem a nenhum sistema específico. Seus nomes e conceitos relacionam-se a antigas divindades nórdicas. Esses caracteres foram usados, na Idade Média, para cura e proteção mágica, e acreditava-se, na época, em seu uso ritualístico, na invocação dessas divindades. Alguns estudiosos defendem a existência de um quinto grupo de runas, formdo por esses caracteres e pela runa central do alfabeto de Northumbria, constituindo um sistema de 38 caracteres. O qual é usado por Mirella e o encontraremos em Mistérios Nórdicos.

Para os pesquisadores puristas, não há nenhuma dúvida de que o Futhark de 24 runas é o mais antigo e tradicional de todos os sistemas, afirmação que não invalida o uso dos outros quatro sistema para práticas mágicas e oraculares.

Pessoal,  achei importante frisar essa parte, para que fique bem claro o que encontraremos mais para frente, Mirella utiliza um alfabeto diferente do que estamos acostumados, e não foi sem base que ela escolheu isso, as runas complementares de Northumbria também tem fins mágicos, e isso só tem a nos enriquecer mais, afinal, cultura, nunca é demais.

Adoro vocês, beijos

F.

Origem das Runas

Sua origem é envolta em mistério. Seu nome confirma esse mistério: a raíz ru significa algo misterioso; em norueguês arcaico run significa segredo; em alemão runa significa sussurro.

Apesar de terem sido classificadas como alfabedo, representavam um complexo sistema espiritual pelo qual sacerdotes e xamãs ensinavam seus mistérios.

Há várias teorias, dentre as mais relevantes, estão 4: a latina, a grega, a etrusca e a nativa.

A teoria mais antiga (1874) é a latina, que atribui o surgimento das runas a adaptação do alfabeto latino, porém a data atribuída (300 d.C) é incorreta, pois existem inscrições rúnicas mais antigas.

A teoria grega (1899), baseia-se nos godos, numa adaptação a escrita grega, mas as datas também são contraditórias.

A teoria etrusca é interessante. Os etruscos eram um povo enigmático que vivia no norte da Itália e tinha uma civilização e cultura avançadas. (Sugestão: Filme – O Devorador de Pecados). Os caracteres etruscos são semelhantes às runas. De acordo com os autores dessa teoria, a escrita etrusca teria sido adaptada e difundida por várias tribos teutônicas, indo além do Mar do Norte.

 
Olha que legal o alfabeto etrusco.

A última teoria, a nativa, apóia-se na semelhança das runas com antigas inscrições rupestres encontradas em vários lugares da Europa (1300-800 a.C). Essa escrita chama-se Hallristinger, consiste em símbolos pictográficos de significado religiosos. Alguns afirmam que teriam sido a origem de uma linguagem simbólica e mágica utilizada pelos xamãs do período neolítico.

 
Hallristinger.

A Suástica

A suástica tem uma origem muito antiga e é encontrada em várias culturas do mundo, como a hindu, a chinesa, a escandinava, a islandesa, a celta, a nativa norte-americana e a asteca. A palavra suástika é de origem sânscrita e significa “tudo está bem”.

Além das teorias exotéricas, existem diversas explicações esotéricas. Segundo essas correntes, as runas são códigos cósmicos do povo teutônico, formulados e utilizados por uma poderosa cultura antidiluviana desaparecida, associadas as lendas sobre Atlântida, Thule e Hiperbórea.

Por hoje é só pessoal…

:)

Um pouco de História…

As notas a seguir são baseadas no livro de Mirella Faur em Mistérios Nórdicos, onde acho importante ressaltar o respeito da autora não só pelo oráculo, mas em toda cultura Nórdica. Em um episódio de sua vida, quando resolveu ensinar, decepcionou-se quando viu o interesse dos “alunos” voltados apenas para fins divinatórios e nada culturais ou históricos. Tempos depois, voltou a ensinar, mas desta vez para um grupo mais avançado, donde então, como fruto de pesquisas, reuniões, nasceu o livro.

A Tradição Nórdica

A Tradição Nórdica é originária da pré-história, e toda sua essência foi preservada até hoje pela transmissão oral de mitos, lendas, contos de fadas, sagas, crenças e costumes folclóricos, além da prática xamânica e da medicina popular.

A tradição baseava-se na interação entre as forças externas (clima, paisagem, ciclos anuais, ritmos naturais) e a vivências humanas. Até então, nada diferente do nosso aprendizado sobre outras culturas pagãs.

Acreditavam no poder supremo de Orlög, cuja força modelava o Universo. Em norueguês arcaico, OR significa “primal” e LÖG, “leis”.

Acreditavam no livre-arbítrio, embora seja condicionado pelas influências planetárias e espirituais. Mitologicamente, a constelação de Órion era chamada de “o fuso da deusa Frgga”, que fiava o fio cósmico e o passava para as Nornes, que teciam com ele o Wyrd de cada pessoa. Estas eram conhecidas como deusas do Destino, e são regidas pelo poder de Orlëg, e seus nomes significa: “aquilo que foi, aquilo que está sendo e aquilo que virá a ser”. Frigga era a senhora do céu e do tempo, que tudo sabia, mas nada falava.

O modelo básico primordial do Universo nòrdico se origina do arquétipo feminino chamado “Runa-Mãe”, a nona runa do Futhark, cujo nome é Hagalaz. Graças a sua forma hexagonal, ela é considerada “a Mãe”, da qual todas as runas podem ser criadas.

As runas eram consideradas padrões energéticos que vibravam e reluziam sobre os fios de wyrd. O conhecimento permitia que se descobrissem os efeitos e as influências do Wyrd individual e dos meios para se viver em sintonia.

Notas: Pessoal estarei separando a apresentação por tópicos, assim, creio que fique mais fácil para comentários, acréscimos, sugestões, busca rápida, etc…

Dúvidas, peço que coloquem no fórum criado em nossa comunidade: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=98385496&tid=5445978811470865793&na=4

Por enquanto é isso,

beijos

F

A Runa-mãe

Eu vi esse desenho do Gi quando estava saindo de casa para trabalhar, o que devia ser então 5:49h. Na hora que vi, achei fantástico, vi a inocência do “o acaso vai te proteger quando você andar distraído…” e várias outras frase sobre proteção, ignorância, etc…

Pensei em fotografá-la, pois os desenhos do Gi, acabam virando outras coisas depois (barcos, aviões, bolinhas… ). Considerei como um sinal, e como eu o entendia, ele seria para mim, com a tecnologia, achei muita “coincidência” pois o vimos domingo e então o compartilho com todo o grupo, pois vocês também fazem parte, e espero que sintam o mesmo turbilhão.

Espero que gostem:


Beijos a todos e uma suave brisa…

Ka

PS1. Quando o fiz dormir, não vi nada…. :)

PS2. Eu vi quando fui pegar uma blusa de frio…

CategoriasDia-a-dia, Inocência, Runas
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