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Os Alfabetos Rúnicos

Dando continuidade aos posts anteriores, sigo com os 4 principais alfabetos.

As runas eram gravadas em uma grande variedade de objetos: armas, fíbulas (tipo de broche), amuletos, ferramentas, anéis, chifres para beber, pulseiras, anéis e medalhões.

O primeiro sistema rúnico conhecido é o alfabeto Futhark (chamado Futhark Antigo), composto de 24 runas, divididas em 3 famílias de 8, chamadas AEttir. Seu nome deriva das primeiras 6 runas que o compõem e supõe-se que seu surgimento tenha ocorrido em 200 a.C.

No início do século VII surgiu um novo sistema rúnico denominado Futhark Novo, uma variação do original. Alguns símbolos desapareceram, outros surgiram; criou-se assim, um sistema escandinavo, composto de 16 runas, também divididas em 3 famílias, sendo a primeira com 6 runas e as outras duas com 5 cada. Devido ao número reduzido de runas, nesse alfabeto cada uma delas correspondia a dois ou mais sons, o que dificultou a interpretação das inscrições encontradas.

As runas também eram utilizadas no lugar dos números nos antigos calendários escandinavos, chamados clog almanaks ou runestocks, confeccionados tradicionalmente em madeira. Para possibilitar a anotação dos ciclos solares e lunares –  que exigiam 19 números – o Futhark Novo foi acrescido de mais 3 runas, com uma gama de sons também maior.

No litoral do Mar do Norte, na antiga Frísia (atual Holanda e oeste da Alemanha), havia, desde 650 d.C,um novo dialeto que modificara a pronúncia da vogal a, dando origem a três sons diferentes: a, ae, o. Para representar essa mudança fonética, duas runas novas surgiram – Os e AEsc – e a runa Ansuz passou do quarto para o vigésimo sexto lugar e foi substituída por Os. O novo alfabeto foi denominado Futhork e serviu de base para uma nova expansão.

Existem outros caracteres que foram pouco usados e quase esquecidos. Eles não pertencem a nenhum sistema específico. Seus nomes e conceitos relacionam-se a antigas divindades nórdicas. Esses caracteres foram usados, na Idade Média, para cura e proteção mágica, e acreditava-se, na época, em seu uso ritualístico, na invocação dessas divindades. Alguns estudiosos defendem a existência de um quinto grupo de runas, formdo por esses caracteres e pela runa central do alfabeto de Northumbria, constituindo um sistema de 38 caracteres. O qual é usado por Mirella e o encontraremos em Mistérios Nórdicos.

Para os pesquisadores puristas, não há nenhuma dúvida de que o Futhark de 24 runas é o mais antigo e tradicional de todos os sistemas, afirmação que não invalida o uso dos outros quatro sistema para práticas mágicas e oraculares.

Pessoal,  achei importante frisar essa parte, para que fique bem claro o que encontraremos mais para frente, Mirella utiliza um alfabeto diferente do que estamos acostumados, e não foi sem base que ela escolheu isso, as runas complementares de Northumbria também tem fins mágicos, e isso só tem a nos enriquecer mais, afinal, cultura, nunca é demais.

Adoro vocês, beijos

F.

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